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		<title>Venenoso Loop</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 17:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perversa Polimorfa]]></category>

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		<description><![CDATA[O acontecimento me envenenou, como algo que atingisse as veias e permanecesse na circulação em eterno loop, vezemquando  voltando a passar na frente dos olhos. A memória ressurge de maneiras distintas, se caminho apressada, são flashs, pedaços de corpos se encaixando e as partes de um copo se apartando, mas se o veneno me sobe aos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=450&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O acontecimento me envenenou, como algo que atingisse as veias e permanecesse na circulação em eterno loop, vezemquando  voltando a passar na frente dos olhos. A memória ressurge de maneiras distintas, se caminho apressada, são flashs, pedaços de corpos se encaixando e as partes de um copo se apartando, mas se o veneno me sobe aos olhos quando tenho o corpo mole e estendido, o mau momento se alarga, a mesma cena curta, agora dura horas, são sorrisos e mais sorrisos que me cravam os dentes e voltam a sorrir. Eu continuo assistindo, imóvel, esperando ver cada dente apodrecer e cair.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/450/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=450&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Guimarães</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 22:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O largo estava em crescente alargamento, como uma mulher que fosse parir e não acreditasse na elasticidade do tecido, mas ainda assim continua a fazer força, o lugar continuava abraçando, mais e mais gente, transbordando em fantasias, algumas que se repetem aos montes e outras que preservam a individualidade por serem brilhantes. E eu alí, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=375&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O largo estava em crescente alargamento, como uma mulher que fosse parir e não acreditasse na elasticidade do tecido, mas ainda assim continua a fazer força, o lugar continuava abraçando, mais e mais gente, transbordando em fantasias, algumas que se repetem aos montes e outras que preservam a individualidade por serem brilhantes. E eu alí, imersa em um mundo de sonhos tentando realizar o meu, buscando um homem que vestia a melhor fantasia de todos os tempos, se travestia em &#8220;amor perfeito&#8221;</p>
<p>E depois de muito me perder, de atravessar mares revoltos de alto teor alcoólico, de ser perseguida por um homem das cavernas, um faraó chileno e um freddie mercury prateado, finalmente o encontrei, no epicentro daquele carnaval, mas já não sei se demorei demais nas escaleras, filando baseados de cada maconheiro que encontrava, porque se fuma muito mais fumando todos do que apertando o seu próprio, não sei se alucinei, se ainda estou alucinada, se algum daqueles becks era mesclado com algo mais pesado, mas o caso é que tive a maior bad trip da vida.</p>
<p>Quando o avistei ele já estava estendido no chão, deitado sobre os paralelepípedos irregulares da ladeira, de peito aberto para o céu fechado. Perguntei a uma jovem cigana o que tinha se passado e ela me respondeu entre gargalhadas que eu deveria fazer perguntas sobre o futuro das coisas, quando um monge bêbado se aproximou palitando os dentes: &#8221; Minha cara palhaça, você chegou tarde, É um antigo ritual desse bairro de nome santo sacrificar um coração forte, desses raros, para que substitua o bumbo no centro do bloco, impondo assim um ritmo apaixonado a vidas simples. O banquete foi farto, os foliões famintos que se serviram das entranhas disseram ser iguarias, mas não sobrou nada. &#8220;</p>
<p>Ajoelhei-me ao lado do corpo oco, sendo preenchido agora por uma chuva de confetes e serpentina, vasculhei,  enfiei minhas mãos pelo seu avesso, inutilmente nos bolsos das roupas, procurei, mas não encontrei, não sobrou um rim, pulmão, nem mesmo algo insignificante, apêndice, vesícula, baço, nada que pulsasse, nada que sustentasse a ilusão de ser coração aquilo que nos unia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/375/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=375&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O que restou dos mamutes no degelo da sibéria.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 17:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Havia o hálito do vinho no sopro do beijo dela pra eu dormir. A vi partir se dissipando na luz de fora do quarto sem saber em qual tipo de mulher aquela me servia, fez carinhos doces enquanto eu me lembro de ouvi-la perto da boca, mas sem o beijo eu nunca saberia como lhe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=350&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Havia o hálito do vinho no sopro do beijo dela pra eu dormir. A vi partir se dissipando na luz de fora do quarto sem saber em qual tipo de mulher aquela me servia, fez carinhos doces enquanto eu me lembro de ouvi-la perto da boca, mas sem o beijo eu nunca saberia como lhe consumir.</p>
<p>E acordei quando o delírio não era um sonho, porque a vida não era a vida. Estava cercado do que não me pertence, do que não queria, vivendo do que não tenho ou entendo. Queriam um desejo meu que vasculhasse pelas migalhas do “mais perto”, do &#8220;tão mais fácil&#8221;, e a minha cobiça corria avessa para um tio favorito, ou um avô, alguém que me dissesse que sonhar ainda vai ser profissão, daí eu sorria e entrava de volta pra casa, me aconchegava sob os lençóis com o cheiro daquele tempo na casa da avó e as cobertas pesadas pra dormir em paz, mesmo que lá fora a chuva cantasse pra cair inofensiva no sonho meu que não era um sonho.</p>
<p>E eu não cresci porque a bebida não foi bebida, no sentido de ser degustada, sorvida, desbravada no caminho das horas, aveludando sentidos, criando imagens melhores. E tem os que se vão pra sempre carregando uma coisa nova que eu não tinha. Mas era raiva o que eu sentia. Um descontrole normal dos pacíficos, inertes. Era vontade de saber! Tudo, assim de supetão, como se fosse uma ameaça, um ultimato, um pavio no meio dos gritos, uma granada no coração da mãe. Impuseram-me ter, pra quem não sabe dançar a noite, de trabalhar a simplicidade da ideia de reconhecer que não se possui tal ciência. E o copo é vazio, virado pra cima ou pra baixo, no colo dos que não bebem a vida morta.</p>
<p>Ela me encontrava cada vez menos quando eu buscava em cada canto, não sei se era uma casa ou um desses salões alugados, quase cheio, pouco para estar lotado, na varanda o frio do vento não os expulsava, me encolhi sobre o peito pra saber o que acontecia no pensamento, tentava aquecer o raciocínio. Sem mesmo a neve eu ainda sim me congelava, todos sorriam, aquecidos dentro das carcaças magras, confortáveis nos tecidos dos samurais, orbitando-a, ela que vagava na falta da crença sem se importar com a minha implosão siberiana.</p>
<p>E eu não caminhei porque depois do sonho havia um chão que não erguia, que não era chão. A cama sobrenadava com meus cadernos de notas e livros, refletindo imagens queimadas, das películas de um filme mais antigo que a nossa companhia, no gás venenoso que sai da desatenção que eu carrego por tudo isso que tem de concreto em ser bicho do indivíduo, que também foge, mas que é dele, desse eu que até o dito momento se encarregava de me próprio ceder aos poucos, aos outros, aos deles, para olhos atravessados, perfurando a hipótese de se ter a ideia de que essa tal liberdade pode não estar lá, não assim, vestida nessas rosas, salpicada de rubis. Para voltar a querer pouco, existem os que se propõe a precisar do chão seguro e concretado do tal bicho que temem, uma simplicidade qualquer que sirva também a mim, que não piso mais forte.</p>
<p>E olhava lá pra fora da sua janela enorme de vidros antigos pra me perder, porque os dias se foram nos meses que ficaram me devendo, que prometiam, que me tiraram. Porque é em novembro que o ano acaba de fato, e parece que com ele vai-se sempre o fim do mundo, por que os planos não se realizam mais, digo, nunca mais naquele tempo, e novembro e dezembro são um mês só, e janeiro não existe de fato quando o mês seguinte é pra fingir a matemática. Mas a conta da sociedade aumenta, e os meus números são carregados nas cargas dos vagões apressados enquanto eu canto as palavras, sussurrando nos dedos, namorando nos papéis, querendo não estar aqui pra contar, numa invenção minha pra se ter onde viver o sonho que não é, nem há.</p>
<p>Tinha um sonho na caneta que não existia quando nos trombamos. Sobre meu terno deixou o vinho, do terno escorrendo o piso molhou, ela foi sincera ao se desculpar antes de partir, eu então me criei no instante pra escrevê-la, sobre um chão tão firme que a fizesse voltar, nalgum lugar onde eu soubesse sentir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/350/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=350&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cat`s Milk</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 01:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela me achou hoje, procurando por ela, se disse livre, achei ótimo, quem me dera ser 5 minutos por dia, mas ela está sem casa, não que tivesse uma, mas está sem o que achava poder chamar de abrigo. Não tem sofá, não tem lençol, e as cerdas da escova são sempre de uso diário [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=344&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela me achou hoje, procurando por ela, se disse livre, achei ótimo, quem me dera ser 5 minutos por dia, mas ela está sem casa, não que tivesse uma, mas está sem o que achava poder chamar de abrigo. Não tem sofá, não tem lençol, e as cerdas da escova são sempre de uso diário de outra pessoa. Ela é um conjunto de favores, uma manada de desculpas, uma alcateia de vontades. Livre de tudo, de não possuir nem um nada pra se ter algo pra perder.</p>
<p>Mas aqui também tem as pessoas que morrem, e eu não queria me servir delas pra me fazer sentir melhor.</p>
<p>Então, sozinho na casa da outra. São algumas que me compõe, essa que me achou é minha, há outra que também é de minha posse, tem problemas com remédios e vontade de mais cores, ou seria um desejo meu de que ela tivesse? Essa outra da casa é uma que não tenho mais, apesar de que se instalou em mim de um jeito que não pretende sair, e a deixo lá com gosto, basta enfiar a cabeça no peito, mirar o papel de parede mal colado, vasculhar sem soprar a poeira e lá está o sorriso, lá vai estar o amor.</p>
<p>Com a cabeça sobre o pescoço eu procurava uma forma de escrever aquele curta, mais um dos que eu não farei, mas é um daqueles, como todos os outros daqueles, que achei que merecia algo de importante, talvez uma semana inteira de meu empenho, de disciplina, depois da covardia e do gosto pelo fracasso eu o deixarei partir, sempre, mas naquela hora eu queria cria-lo.</p>
<p>Na cozinha dela tinha uma cafeteira italiana e eu passei 25 anos sem isso em mim. Essa cafeteira faz um aguado que eu também não sabia que gostava. Então se foi um litro de café em meia hora, porque acabou, parei porque tremia, parecia algo que eu conhecia e tinha medo, suava, tomava banho, escrevia muito, falava mais ainda, corria o dedo no REWIND do controle e ouvia a mesma música, escrevia, imaginava, suava, deitava, ventilador no máximo, não dava, tomava outro banho, desisti das roupas, ainda tinha café, ainda tinha escrita, FORWARD pra música 16, depois voltava pra 4 e pra 5. O Rio ardendo lá fora antes da chuva, eu torcendo pela inundação, uma que me ilhasse na criatividade do apartamento. Quis filmar, ser importante, ser bom, ser humilde, desejado, político.</p>
<p>Cafeína, nice to meet you.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/344/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=344&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Formula 1</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 05:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perversa Polimorfa]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele deixou pra trás família, mas como deixou também os álbuns de foto, não sente a falta. Vive cada dia como o último, como se ensinava em comerciais de cigarro, mas agora é proibido por lei e  ele já não lembra de onde vem o slogan. Domingo de manhã : Acorda em uma cama de solteiro, ele é grande , [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=335&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele deixou pra trás família, mas como deixou também os álbuns de foto, não sente a falta.</p>
<p>Vive cada dia como o último, como se ensinava em comerciais de cigarro, mas agora é proibido por lei e  ele já não lembra de onde vem o slogan.</p>
<p>Domingo de manhã :</p>
<p>Acorda em uma cama de solteiro, ele é grande , não ganha tão mal assim, poderia ter uma cama box, king, queen, qualquer coisa, mas não, afinal pra que tanto?</p>
<p>Levanta e se olha no espelho de corpo inteiro preso na parede branco-encardida do quarto, passa a mão na cabeça raspada, como um afago em si próprio, em seguida  a mão desce e segura o pênis ereto por dentro da cueca,  é só vontade de mijar, mas ele demora mais um pouco,  gosta de se olhar assim: teso, duro, forte. As características físicas confirmam: é um homem de meia idade, branco e  saudável.</p>
<p>Se encaminha descalço pelo chão de piso frio até o banheiro, no corredor as paredes não tem  memórias, nada que se diga de onde veio ou para onde se vai.  Mija sentado  todo dia de manhã cedo porque em seguida vem a cagada matinal.  Ele é pontual com qualquer merda e se sente bem por ter o intestino sob controle, evitando assim qualquer tipo de surpresa que o pegue desprevenido.  Agora abre as pernas e observa as fezes, tudo certo, mas o que é aquilo?  Lembrar de não comer mais beterrabas para evitar esses  sustos. Ele fez o tal exame psa e o resultado foi alto, mas se negou a seguir em frente e fazer o exame de toque. Sofre agora  todo maldito santo dia de manhã enquanto procura vestígios de sangue nas suas fezes com a cabeça quase enfiada na privada, mas se força a esquecer, não vale a pena se preocupar, se tiver que morrer vai morrer, tudo tem sua hora, pensa.</p>
<p>Toma um banho gelado pra economizar energia, vai até a cozinha e abre a geladeira vazia, come na rua durante a  semana e não vê sentido em encher a geladeira, fecha, pega dentro  de um dos poucos  armários  uma caixa de leite que abre com os dentes, se orgulha de ter dentes claros e fortes,  se orgulha de tão pouco,  caminha até a sala  onde  os aparelhos eletrônicos contrastam com a situação precária das paredes e do mobiliário, ele investe tudo nos seus brinquedinhos, desde que deixou de pagar pensão para o filho sobra mais dinheiro, e ele merece afinal trabalhou a vida toda pra quê?</p>
<p>Senta no sofá  com um magro estofado de frente para  a tv  de tela plana e  passa  rapidamente os canais até  parar no que exibe  Formula 1, o zumbido dos motores preenche a sala  instantaneamente e ele se agarra a sua caixa de leite integral como um bezerro, acompanha as voltas assistindo a cena se repetir infinitamente,  não se comove com as batidas, pois mesmo essas se repetem tanto que perderam a importância. Ele não pisca,  hipnotizado pelo  movimento circular.</p>
<p>Impossível precisar se foi escolha, mas ele está enredado nas  voltas e voltas de cada dia, deixando o esforço pra amanhã,  o desconforto para mais tarde e nas desculpas já nem pensa mais.</p>
<p>Sonhos então  são besteira pra quem acredita ter ainda  mais mil e uma vidas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/335/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/335/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=335&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Na lâmina Dele a pergunta era eu.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 02:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois que aqui não há Deus, e só nos visita o Diabo. Não sendo necessário mais mal do que o divino, pra nos por no meio desse tanto acaso, de des-destinos. Querer é do diabo, querer como quero só pode ser do diabo. Ver a cor nos entretons e achá-la bela no contraste à outra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=330&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois que aqui não há Deus, e só nos visita o Diabo. Não sendo necessário mais mal do que o divino, pra nos por no meio desse tanto acaso, de des-destinos. Querer é do diabo, querer como quero só pode ser do diabo. Ver a cor nos entretons e achá-la bela no contraste à outra pouco semelhante, é cruel por ser tão vago, e assim, tão alheio à vista deles, mas e onde?! Aqui! E isso tudo é dor, quando amar-te no perfume que mal se desprende da pele, e que viajas pra me apaixonar, mesmo num tempo anterior a ter criado tu como hipótese? É dor! E onde, eu repito, Aqui! E lembrar que ela pudesse gostar do que vejo, naqueles instantes em que ela já se fora há tanto, e que a memória emperrará em me forjar lembranças factuais, de atos inacabados, que só de já terem sido, se são completos, e neles: frases meio ditas, meio beijo dado, sono, ah! O cheiro do seu sono! Onde? Pois sim que é aqui! Entender com ele aquela confusão sutil das xícaras, que entre si se debatiam, na película de cores exatas, onde estão agonias nossas, tão vastas, e ainda assim exclusivas, como o pires a quase se partir, na mesma cinematografia, da falta de diálogo que é a angústia dos protagonistas – a falta de oração do casal, da amante dele, na cama deles, do amor inesgotável por ela, que fora a escolhida dentre todas, que é mulher! Ora, em nome teu! Perante tua dolorosa bondade, e não te lembras! – Onde isso tudo então, senão aqui?!</p>
<p>Falta companhia no mundo lotado do divino, falta a benção de se sentir em casa no peito d`outro, nos olhos, compartilhados, cheios, molhados, borrados, pra então vazios. E nisso caminhamos injustiçados, na tua areia morna que acomoda pra acolher, pra adornar e acalmar Minh alma, onde a praia montada sobre cavaletes bambos é de pintura falsa, onde a água da onda espumada vem, mas passa, não banha, e a maresia tem cheiro de cinza, dos cremados ocos, dos seus filhos tantos, mas tão poucos, e ainda onde, me perguntas, e como não, senão aqui&#8230;</p>
<p>Então fico eu com o Diabo e as mazelas! E não me venha com os meus fracassos, e responsabilidades jogadas ao ombro por um filicida monótono e vago como ti, e de minhas fraquezas e covardias, sei de todas! Mesmo que não as aceite como fato, mas como dom e prova de sua divindade porca e partidária! Minha briga, enfim, é contigo, mas só resta dela o pouco de ti que insiste a não se retirar daqui, &#8211; a exumação do ídolo &#8211; e então daí variarás para fato tão mesquinho quanto as triviais questões das rezas e preces dos seus amados e poucos filhos, e como são poucos! E sendo assim, depois de minha misericordiosa isenção de ti das culpas talvez então fiquemos quites e não faltará a nenhuma das partes uma mísera dívida, maneira ou trato a lidar, e então, na minha cama, ao meu lado na queixa, no colo atravessado, na morte diária do Astro, nas taras simples de um vago gosto de café, dos sussurros físicos, fico sim é com ele, do lado oposto a tua face dourada, bajulando meus acúleos, de braços dados com nossa maldição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/330/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=330&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma parte daquilo que é maior.</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 01:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegórico]]></category>

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		<description><![CDATA[É de manhã bem cedo, o sol querendo esquentar, da varanda de uma casa ele observa a cidade, sentado numa namoradeira de madeira, a carta amarelada pousada no colo, aberta, lida, ele se esfrega afugentando os calafrios, esta satisfeito, pleno, uma moça de traços orientais entra na varanda, com duas xicaras de algo fumegante sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=324&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É de manhã bem cedo, o sol querendo esquentar, da varanda de uma casa ele observa a cidade, sentado numa namoradeira de madeira, a carta amarelada pousada no colo, aberta, lida, ele se esfrega afugentando os calafrios, esta satisfeito, pleno, uma moça de traços orientais entra na varanda, com duas xicaras de algo fumegante sobre um cobertor dobrado, ele pega a carta e a põe ao seu lado no chão, pega as duas xicaras, ela se senta ao lado dele e desenrola a coberta sobre o colo dos dois, eles se aconchegam, o rapaz devolve a xicara e a observa apoiar a cabeça sobre seu ombro. Há um peso quente, de um conforto sereno, de toques pacatos e um cheiro de cumplicidade. Ali, onde as certezas se tomam adornadas de uma calmaria quase reveladora, senão absoluta, maior até que o sentido em si, que também é biografia.</p>
<p>Afinal, quem sabe, talvez seja amor.</p>
<p>(trecho de &#8220;Estamos indo a Poró&#8221;)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/324/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=324&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pedro Arma</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 19:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegórico]]></category>

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		<description><![CDATA[O imperativo de ficar é falso, não compre. É vontade de berço. As pessoas veem, mas não entendem. Isso aqui tem um limite. Há de se separar do útero, há de se afastar de casa, tenha o amor que lhes é de direito, pelos pais e mais ainda que possa, o quanto possa, pelos irmãos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=315&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O imperativo de ficar é falso, não compre. É vontade de berço. As pessoas veem, mas não entendem. Isso aqui tem um limite. Há de se separar do útero, há de se afastar de casa, tenha o amor que lhes é de direito, pelos pais e mais ainda que possa, o quanto possa, pelos irmãos, mas vá. Parta. E jamais se contente com os pensamentos de garantias que lhe tentarão convencer pela passagem de volta, como se o abraço fosse um aconchego, não é. Não fite os quadros nas paredes, não se lembre. Quem sabe a infância, se essa vale o esforço. Mas infância é mais pesado que lembrança, fica mais ao fundo do crânio, pesado, inerte e inocente. Até ali é consentido. Não mais.</p>
<p>O bem que querem pra ti gira num contorno beirando as paralelas pernas deles, e é fato que vão lhe querer por perto, por todo o trajeto, com sincero afeto. Mas é preciso segredo, sujeira. É preciso acordar. A raiz só lhe chama. Você só se põe de pé. Despertar fica em outra casa, em outros cômodos, e a mão mente, o afago agarra por dentro, arranha prendendo. Farpa que a memória confia ser alma.</p>
<p>É fato, e mandatório: a surra diária, a desistência de sonhos, descrença da vida, garrafas de vinho, hálitos acres, sexo à boca, letra, refrão, dentes tintos, brancos, heróis, quimeras, vontade, poeira, livro, Pessoa, fantasia, você por aqui? Por que não? Pois bem. Vamos? Vamos. Que tal? Bem. Até. Até.</p>
<p>Um brinde às lesões por delírios.</p>
<p>É necessidade esquecer o seio murcho-vazio, o respeito do conceito, o social-imposto-correto, o leite do pai, os lábios debaixo da mãe.</p>
<p>Nunca é fuga quando se corre pra dentro. Não há exageros se a areia birra em não deixar de escorrer. É a gente cessando. Eu suicidado. Nós iludidos.</p>
<p>Tempo, tempo, tempo. A carcaça de pé, a cabeça a milhão, falta aquilo, falta tanto.</p>
<p>Ser pra ser, pra ir, sem vir, só lá, daqui, pra si, sempre, contando, ganhando, perdendo, portanto, coragem!</p>
<p>(ampulheta meio vazia, ampulheta meio cheia)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/315/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=315&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 04:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perversa Polimorfa]]></category>

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		<description><![CDATA[Paredes descascadas falam de miséria, mas antes, mesmo antes das misérias, essa paredes que se desfazem me sussurram: memórias. As fendas na pele branca e envelhecida exibem feridas purulentas, um amarelo guardado de um tempo antigo, como uma doença fraca que persistiu durante anos e agora volta à tona.  E  as chagas são tão profundas que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=312&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paredes descascadas falam de miséria, mas antes, mesmo antes das misérias, essa paredes que se desfazem me sussurram:<em> memórias. </em> As fendas na pele branca e envelhecida exibem feridas purulentas, um amarelo guardado de um tempo antigo, como uma doença fraca que persistiu durante anos e agora volta à tona.  E  as chagas são tão profundas que em certos pontos se vê a estrutura primordial,  as vigas ficam aparentes enquanto o reboco se desfaz virando pó.</p>
<p>O vento bate e carrega a história.</p>
<p><em><br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mesavisceral.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mesavisceral.wordpress.com/312/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=312&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Hotel Apartamento Nina Simone</title>
		<link>http://mesavisceral.wordpress.com/2010/08/30/hotel-apartamento-nina-simone/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 04:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>os viscerais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegórico]]></category>

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		<description><![CDATA[As labaredas consumiam alguma parte da cidade com pressa, as chamas corriam por trás dos prédios, pulando de um lado pro outro, avançando os quarteirões, dançando entre as fuligens cuspidas. É bonito assistir, não sabemos onde está, nem a quem atinge, se é que atinge, acredito que ali haja somente um parque, mas enfim, só [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mesavisceral.wordpress.com&amp;blog=9051456&amp;post=301&amp;subd=mesavisceral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As labaredas consumiam alguma parte da cidade com pressa, as chamas corriam por trás dos prédios, pulando de um lado pro outro, avançando os quarteirões, dançando entre as fuligens cuspidas. É bonito assistir, não sabemos onde está, nem a quem atinge, se é que atinge, acredito que ali haja somente um parque, mas enfim, só é bonito assistir.</p>
<p>Ele gostou da vista daqui, disse que se parece com o bairro asséptico de lá. Gostou do viaduto, que quando cheio, disso eu sei, pulsa num transito vermelho e branco, indo e vindo, devagar e intenso, mas eu ainda acho a terra maldita, e duvido sempre que esses por aqui cheguem a qualquer lugar, creio mais na perda do caminho,</p>
<p>mas por vontade própria, por uma comodidade mesquinha.</p>
<p>Ele também quer partir, viver pra lá, ver aqui, mas de lá.</p>
<p>Aqui é como uma ilha perto de tudo, da ponta, nos cantos, se veem todos os cais possíveis, mas as pessoas correm daqui pra mais dentro disso aqui ainda, e as que saem voltam, de uma forma ou de outra. A terra ruim não nos deixa perdemo-nos daqui pra fora, funciona somente daqui pra aqui. A terra ruim não cessa o convite de volta pra casa.</p>
<p>Mas eu vou.</p>
<p>Mas ele vai.</p>
<p>Enquanto ele falava das musicas da Bethânia, e a gente ouvia os timbres e chamados pra um acordar desperto de contrariedade e vontade, eu me lembrei delas, enquanto a obra alaranjada crescia e subia no céu num tom desconhecido, ou esquecido pra mim, que não frequento essas noites que trafegam de gole em gole até virarem dias novos, mas já era quente, e eu queria tanto elas aqui, do lado, entre,</p>
<p>as minhas,</p>
<p>pra entender e prolongar essa disputa de idéias fabulosas, treinar planos mirabolantes, rir de vê-las rir,</p>
<p>e pensar nelas me faz sempre um bem, sei que estão por mim, e estarão, depois de qualquer partida, dentro de todas as voltas, de qualquer contorno e volta ao redor dos arredores de todo o globo, elas virão me ver, sei que sim,</p>
<p>as minhas,</p>
<p>estarão por mim, da forma que for necessária, no tempo que necessitarem, pois sou também delas, e elas sabem assim, e é por isso que me maltratam com essas faltas, com essas lacunas, como que se brincássemos de criança, um correndo sempre pro outro, do outro, de outro lado, pra pegar, perder, contar, e brincar tudo de novo. É como se fosse uma alimentação diária pra essa nossa boa saudade.</p>
<p>Havia uma delas há pouco tempo, cheia de cheiros, da cria, dos sonhos, das perdas,</p>
<p>cheiro de choro.</p>
<p>Mas uma não basta, elas são as minhas “minhas”. Me pertencem, hão de me querer por perto. É assim que as minhas “minhas” na minha cabeça fazem&#8230; me querem.</p>
<p>Eu sussurrei pra paisagem que nascia a vontade de algo debaixo das cobertas, que eu pretendia cair sonambulo sobre um corpo já deixado de lado pelo dia cansado. Uma mexida, uns gemidos, um cheiro em meio aos “ajeitos”, um canto dentro dela, sono. Ela vai me entender.</p>
<p>Me agrada ter tantos braços, nos abraços deles, nos pelos delas, no que eles me ensinam, no que eu pego deles pra fazer e fingir meu, até que vire verdade e tenha nascido em mim há tempos atrás.</p>
<p>No fim de tudo, eu quero o todo, como todos.</p>
<p>No filme o rapaz é acuado por uma onda de concreto por onde descem as escadas que levam pra praia, corre pra um mar sem respostas, mas é dali pro mundo</p>
<p>, foi como eu vi</p>
<p>, é a liberdade que essas águas do mar tem, é essa coisa que também é vontade, entende? É ser essa fronteira com o mundo todo, de esticar os braços e molhar um punhado de areia de qualquer lugar do mundo.</p>
<p>Tocar os dedos dos pés dos nativos e inativos.</p>
<p>Do lado de fora do filme as garrafas de vinho secaram, as cervejas se foram, e a luz chegara depressa demais, mas o sol pra lá do morro, naquela cor de quem retém sua ferocidade só para que a gente possa apreciar seus contornos valeu muito a pena, e assistir o sol desencantar e perder a forma</p>
<p>se espreguiçando sobre a cidade seca e defumada</p>
<p>também trouxe o sono, mas não, talvez um cansaço, mas isso também seria mentira</p>
<p>, as burocracias de um mundo que não é dele é que o carregaram de volta pra casa, e a pura falta do que fazer naquela manhã sobre a cidade parcialmente queimada é que me levou pra cama.</p>
<p>Faltou gente,</p>
<p>não tínhamos o casal, e o pequeno depravado iria gostar de ver o menino do filme que ele também já foi, mas foi bom ter isso, aqui</p>
<p>, nessa nossa terra malvada.</p>
<p>Do lado de dentro da gente ficara Caetano adulando a nave.</p>
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